Seu cabelo era grosso e áspero. Sua barba cobria metade do rosto. Seu caftan marrom estava rasgado no ombro, e seus chinelos pareciam prestes a se desfazer. Ele estava esculpindo um pequeno pedaço de madeira com uma faca cega, seus movimentos lentos e precisos.
Pelo que Amara sabia, seu nome era Kene.
Ela ajoelhou-se no chão úmido à sua frente.
“Por favor, preciso da sua ajuda.”
Ele não respondeu. Nunca respondia a ninguém. Diziam que ele havia perdido a voz por causa da loucura ou do sofrimento.
Amara colocou o papel sobre o caixote de madeira ao lado dele.
“Preciso que você se case comigo no papel. Não é um casamento de verdade. Não vou perturbar sua vida. Vou alimentá-lo todos os dias, dar-lhe um lugar seco para dormir e roupas novas quando eu puder comprá-las. Só preciso do seu nome para que minha avó possa continuar vivendo.
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