Sua mão delicada encontrou a minha sobre o cobertor.
“Brenda disse que você anda guardando segredos.”
“Uma mulher da minha idade tem direito a algumas coisas”, disse minha mãe, com os olhos enrugados como costumavam ser antes da vida ficar tão pesada.
Dei um beijo na testa dela. Ela cheirava a sabonete de lavanda e ao creme que eu passava nas mãos dela todas as noites.
Então olhei para o relógio.
8:12.
O ônibus chegou às 8h20.
"Eu te amo", eu disse.
“Mais do que você pode imaginar, Margaret.”
"Vou me atrasar hoje à noite", gritei enquanto pegava minha bolsa. "Tenho uma reunião importante."
Ao passar por Brenda na cozinha, ele baixou a voz.
“Ela tem estado muito diferente ultimamente. Mais quieta. Olhando fixamente para a porta.”
“Ela está cansada, Brenda. Todos nós estamos.”
Então saí para a rua e me deparei com uma manhã comum.
Dois meses depois, Brenda me ligou enquanto estava soterrada em faturas no trabalho. Sua voz tremia tanto que mal a reconheci.
“Margaret, você precisa ir para casa. Agora mesmo.”
Apertei o telefone com força.
“Brenda, o que aconteceu? A mãe está bem?”
"Sua mãe me demitiu." Um soluço quebrou o silêncio. "Tem um homem lá. Não sei quem ele é, mas ela o escolheu em vez de mim. Margaret tinha doze anos e o escolheu." Maternidade. Diário de Viagem
Do que você está falando? Calma aí.
“Vá para casa. Confira você mesmo. Eu não poderei estar lá quando você for.”
A chamada foi encerrada.
Peguei as chaves e corri para casa. Doze anos com Brenda. Doze anos de confiança. E agora havia um estranho no quarto da minha mãe?
Empurrei a porta da frente.
A casa estava silenciosa.
Silêncio demais.
Desci o corredor rapidamente e entrei correndo no quarto da minha mãe.
Então eu paralisei.
Parte 2.
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