Sua garganta se apertou.
“Ela…”
“Não me chame assim. Diga-me de onde veio esta bolsa.”
Ele agarrou a borda do balcão como se tentasse se firmar.
“Eu posso explicar.”
“Então explique.”
Após vários longos segundos, ele finalmente sussurrou:
“A bolsa pertencia a outra pessoa.”
As palavras caíram como gelo.
“Para outra mulher?”
Robert fechou os olhos.
Ele não precisava responder.
Minha mente instantaneamente conectou cada noite mal dormida, cada arranhão, cada cheiro desconhecido impregnado em sua jaqueta.
"Por quanto tempo?", sussurrei.
"Não", disse ele rapidamente. "Não é o que você está pensando."
Eu ri amargamente.
Parte 3:
“Os homens sempre dizem isso quando é exatamente o que estamos pensando.”
Sua expressão se desfez.
“Eu só estava tentando fazer algo bom.”
“Com a bolsa de outra mulher?”
Ele olhou para o papel dobrado.
“Agora é tarde demais para mudar qualquer coisa.”
Minhas mãos tremiam.
Antes que o medo pudesse me paralisar, disquei o número.
O telefone tocou duas vezes.
Uma mulher respondeu.
“Serviços de Cuidados Paliativos Millbrook. Aqui é a Anna.”
Eu paralisei.
Do outro lado da cozinha, Robert afundou-se lentamente numa cadeira.
"Cuidados paliativos?", perguntei.
Sim. Como posso ajudar?
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