Eu não estava. Mas mesmo assim, assenti com a cabeça.
"Aconteça o que acontecer lá dentro", eu disse baixinho, "isso vai me salvar ou me libertar."
Ela apertou meu ombro e esperou que eu entrasse primeiro.
Fiquei ali sentada por mais um instante, agarrada ao volante, e sussurrei para mim mesma que estava prestes a descobrir exatamente com quem quase me casei.
Poucos minutos depois, Chloe entrou pela porta pontualmente, com os cabelos soltos sobre os ombros e um sorriso suave no rosto. Ela atravessou a cafeteria e se abaixou para me abraçar.
Richard levantou-se tão depressa que a cadeira arrastou no chão. Algo acendeu-se por trás dos seus olhos, e uma versão diferente dele deu um passo à frente.
“Richard, esta é Chloe.”
“Você deve ser a filha famosa”, disse ele, puxando a cadeira ele mesmo. “Sua mãe não me disse que você era tão encantadora.”
Chloe deu uma risadinha educada e sentou-se. Tentei cruzar olhares com ela, mas Richard já estava inclinado em sua direção, com os cotovelos apoiados na mesa e o corpo virado para longe de mim.
“O que você faz, Chloe? Sua mãe tem sido tão reservada a seu respeito.”
“Eu trabalho na área de marketing”, disse ela.
“Marketing. Menina inteligente. Aposto que você é brilhante nisso.”
“Richard, eu estava contando para a Chloe como nós dois nos conhecemos naquele baile de gala.”
“Hum”, murmurou ele, com os olhos ainda fixos nela. Então, quase como um pensamento tardio, estendeu a mão e apertou meu pulso. “Você parece cansada esta semana, não é, querida? Eu vivo dizendo a ela que o trabalho está ficando demais.” Ele se virou para Chloe sem esperar minha resposta. “Chloe, me diga, você mora por perto? Você vê sua mãe com frequência?”
“Com bastante frequência”, disse ela, cautelosamente.
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