Eu achava que a tatuagem do meu marido era de alguma mulher qualquer, até conhecê-la pessoalmente.

Durante doces anos, mirei o rosto da mulher tatuada no ombro do meu esposo e me questionei por que nunca me decía quién era. Uma tarde, eu me encontrei por casualidade em uma panaderia, e o miedo em seus olhos me deu a notícia de que eu estava fazendo uma pergunta equivocada durante todo esse tempo.

Desde o primeiro dia que conheci Ryan, eu fiquei na tatuagem. Não era um nome, nem uma rosa, nem um desses símbolos abstratos que, segundo disse, tinha um significado profundo.

Era o rosto de uma mulher, um retrato detalhado. Pareça jovem, quizás de veias titanas anos, com cabelo escuro, olhos pensativos e uma tristeza em sua expressão que nunca parecía desaparecer.

No começo, não diga nada. Apenas tentamos sair, e queria ser o tipo de novia que não se sentia amenazada por coisas que existiam antes de ela aparecer.

Sempre que Ryan usava uma camiseta sem mangas, ela estava lá. Sempre que íbamos na praia, ahí estaba ela. Sempre que você dá uma volta na cama, ela está lá.

Observando.

No final, uma curiosidade me veio.

—Quem é ela?

Ryan apenas olhou para uma tatuagem. —Nádia.

Não foi suficiente para iniciar uma discussão, mas sim para que eu fosse pego.

Vários anos depois, sem compromissos, voltei a sacar o tema. Esta vez se rió.

—Não há nenhuma história importante.

—Então, quem é ela?

 

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