Eu entendo minha aparência e a impressão que causo. Mas esta não é uma joia barata. Foi um presente do meu marido. É a única coisa valiosa que me restou. Preciso muito de dinheiro. Meu bebê vai nascer em breve e estou completamente sozinha e sem teto. Por favor, dê uma olhada.
O vendedor franziu levemente a testa e perguntou:
— Tem certeza de que seu marido não se importaria se você vendesse isso? Não quero problemas depois.
A mulher baixou os olhos e, após um breve silêncio, respondeu suavemente:
— Ele se foi. Há seis meses, ele morreu durante uma operação especial. Ele era policial.
Após essas palavras, algo tremeu em sua voz, mas ela ainda assim removeu cuidadosamente o colar do pescoço e o colocou sobre o balcão de vidro. Naquele momento, toda a loja pareceu silenciar. O jovem vendedor pegou a joia, examinou-a atentamente e, após alguns segundos, disse:
— Posso lhe dar quinhentos dólares por ela.
A mulher assentiu imediatamente, pois parecia não ter mais forças para negociar.
— Tudo bem. Concordo.
Ela estendeu a mão, mas, pouco antes de o vendedor pegar o colar, ela o apertou contra o peito e sussurrou quase inaudivelmente:
— Me perdoe, meu amor. Para o nosso bebê, o dinheiro importa mais agora.
Depois disso, ela finalmente entregou o colar, aceitou o dinheiro com os dedos trêmulos e caminhou lentamente em direção à saída, tentando não desabar em lágrimas no meio da loja.
Assim que sua mão tocou a pesada maçaneta de latão da porta, a voz do vendedor ressoou de repente, ecoando claramente pelo ambiente silencioso:
— Senhora, por favor, espere!
A mulher parou e se virou lentamente, o medo brilhando em seus olhos marejados. Ela apertou o dinheiro contra o peito, apavorada com a possibilidade de ele ter mudado de ideia e estar prestes a exigir o dinheiro de volta. Os outros clientes na loja pararam de olhar as coisas e se viraram para observar, uma tensão desconfortável pairando no ar.
O jovem vendedor saiu rapidamente de trás do balcão de vidro e caminhou resolutamente em direção a ela. Em sua mão, ele segurava o delicado colar de ouro. Ao parar diante dela, toda a loja observou em absoluto silêncio, aguardando para ver o que ele faria.
Delicadamente, ele estendeu a mão e segurou a mão trêmula dela. Em vez de pedir o dinheiro, colocou o colar de volta na palma da mão dela e cuidadosamente dobrou seus dedos sobre ele.
— Eu lhe dei o dinheiro da loja — disse ele, com a voz embargada pela emoção. — Mas estou comprando este colar com meu próprio dinheiro. E estou devolvendo-o a você.
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