Brenda respondeu: "Só mais cinco minutos."
Diane torceu as mãos.
“Ela está grávida.”
“E ela aproveita cada segundo disso.”
Então minha voz voltou a soar, mais fraca.
O bebê. Por favor.
Diane caminhou em direção à porta.
Brenda agarrou o pulso dela.
“Mãe”, disse ela, com voz fria e baixa, “você mesma disse que ela precisava aprender o seu lugar”.
Diane ficou paralisada.
O vídeo tremeu quando Lily se mexeu atrás do balcão.
Então Diane olhou para mim através do vidro.
Ela me viu.
Ela viu tudo.
E ela não abriu a porta.
Em vez disso, ela se afastou.
Foi nesse momento que Brenda fechou a cortina.
O vídeo terminou com Lily sussurrando: "A tia Brenda está se comportando mal", antes de sair correndo pelo corredor.
Eu não conseguia respirar.
Jacob interrompeu a gravação de vídeo, com o rosto pálido.
"Eu não sabia que a mamãe tinha te visto", disse ele.
Eu acreditei nele.
Mas a crença não atenuou o dano.
Na manhã seguinte, os médicos confirmaram que as contrações haviam diminuído. O bebê permanecia estável, embora eu precisasse de repouso absoluto e monitoramento constante. A polícia voltou. Desta vez, eles também perguntaram sobre Diane.
Ao meio-dia, Brenda já havia sido presa.
Ao anoitecer, Diane parou de ligar para Jacob e começou a ligar para Robert.
E na manhã seguinte, a história já havia se espalhado pela família como fogo.
Mas o mais chocante aconteceu três dias depois.
Jacob voltou ao meu quarto de hospital segurando um saco de evidências lacrado que a polícia lhe havia mostrado durante o interrogatório. Dentro havia um pequeno frasco âmbar com o rótulo parcialmente raspado.
“Encontraram na bolsa da Brenda”, disse ele.
Fiquei olhando fixamente para aquilo.
Misoprostol.
Minhas mãos ficaram geladas.
“Mas isso não é tudo”, disse Jacob.
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