No Natal, dei ao meu filho um carro zero quilômetro e à esposa dele uma bolsa de grife, pensando que o amor ainda importava. Aí ele sorriu e disse que a esposa queria "me dar uma lição", então não tinham presente para mim.

“Sim”, eu disse. “Para nós dois.”

Mantive a casa geminada e a aluguei para uma jovem professora que pagou em dia e me enviou um bilhete de agradecimento depois de se mudar.

Aquele bilhete foi o único presente de Natal daquela época que guardei.

Não porque custasse muito.

Porque demonstrou respeito.

 

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