“Estou pondo fim ao acordo que, segundo vocês, fazia vocês se sentirem como crianças esperando por esmolas.”
Meu cunhado tossiu no guardanapo. Minha irmã olhou para Daniel com evidente decepção.
A voz de Marissa se tornou mais incisiva. "Aquela casa é basicamente a herança de Daniel."
“Não”, eu disse. “É minha propriedade.”
Daniel se aproximou. "Papai nunca deixaria você me tratar assim."
Isso doeu, mas não o suficiente para me fazer mudar de ideia. Meu marido passou seu último ano implorando para que Daniel parasse de esperar ser resgatado e começasse a cumprir suas promessas. Daniel chorou no funeral e, duas semanas depois, me perguntou se poderia se mudar para a casa geminada "só até as coisas se estabilizarem".
Eu disse sim porque a dor me havia amolecido.
Agora o Natal me ajudou a entender tudo.
Marissa apontou para a entrada da garagem. "Tudo bem. Vamos ficar com o carro e ir embora."
Balancei a cabeça negativamente. "As chaves ficam sobre a mesa até que Daniel quite os pagamentos do empréstimo."
Pela primeira vez naquela noite, Daniel olhou para sua esposa em vez de para mim.
Ela já não sorria.
PARTE 3
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