No Natal, dei ao meu filho um carro zero quilômetro e à esposa dele uma bolsa de grife, pensando que o amor ainda importava. Aí ele sorriu e disse que a esposa queria "me dar uma lição", então não tinham presente para mim.

O sorriso de Marissa se alargou. "Você sempre usa dinheiro para fazer as pessoas gostarem de você. Decidimos não recompensar esse comportamento."

Daniel acrescentou: "Vocês precisam entender que não somos crianças esperando por esmolas."

Olhei pela janela para o carro que eu acabara de comprar para ele. Depois, olhei para a bolsa que ainda pendia do braço de Marissa. Ninguém se mexeu. Ninguém riu. Até minha irmã pareceu prender a respiração por um instante.

Meti a mão na minha bolsa, tirei um envelope lacrado e disse: "Então, tenho um último presente para vocês dois."

Daniel franziu a testa. "O que é isso?"

“Abra.”

Marissa foi a primeira a pegá-lo, ainda sorrindo. Sua expressão mudou antes mesmo de terminar a primeira página.

Dentro da caixa havia um aviso prévio de trinta dias encerrando a estadia gratuita deles na casa geminada que eu possuía, o cancelamento do pagamento inicial de US$ 150.000 que eu havia planejado dar a eles em janeiro e uma carta do meu advogado confirmando que o título do carro permaneceria em meu nome até que Daniel quitasse o empréstimo pessoal que havia assinado seis meses antes.

O rosto de Daniel empalideceu.

Marissa sussurrou: "Você não pode fazer isso."

Olhei para a árvore de Natal, para o espaço vazio onde deveria estar o presente que me deram, e para a bolsa cara que tremia em suas mãos.

“Acabei de fazer isso”, eu disse…

Parte 2

 

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