PARTE 1
“Minha sogra trocou meu vestido de noiva por uma fantasia de palhaço… e mesmo assim vou me casar com o filho dela.”
Essa foi a primeira coisa que eu disse quando abri a capa branca que estava pendurada no camarim da Fazenda San Jacinto, nos arredores de Cuernavaca.
Minha dama de honra, Camila, abriu o zíper da porta com cuidado, como se um milagre estivesse escondido lá dentro. Lá fora, mariachis ensaiavam suavemente. A suíte cheirava a laquê, gardênias e café fresco. Minha mãe tinha acabado de sair para verificar as flores. Tudo estava pronto.
Tudo, exceto meu vestido.
Durante oito meses procurei aquele vestido. Um modelo simples, de seda cor
