5. Cirurgias cardíacas eletivas de alta complexidade
Algumas cirurgias cardíacas, como certos tipos de revascularização do miocárdio ou substituições de válvulas cardíacas a céu aberto, podem salvar vidas. Mas quando realizadas eletivamente em pacientes idosos frágeis, a situação muda. A recuperação pode prejudicar a função cognitiva, levar a delírio pós-operatório prolongado e diminuir a independência.
Atualmente, existem alternativas minimamente invasivas, como o implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) ou a colocação de stents, que oferecem resultados semelhantes com menor trauma cirúrgico. Discutir essas opções com um cardiologista é essencial antes de optar por uma cirurgia de grande porte.
Como tomar uma decisão informada
Antes de concordar com qualquer procedimento cirúrgico após os 60 anos, é aconselhável considerar vários aspectos importantes:
Solicite uma segunda opinião médica de um especialista diferente daquele que está propondo a cirurgia.
Avaliar o estado geral de saúde: função cardíaca, renal, pulmonar e cognitiva.
Informe-se sobre alternativas não cirúrgicas e sua eficácia comprovada.
Conhecer os riscos reais de complicações, mortalidade e tempo de recuperação.
Analise a qualidade de vida esperada após a operação, e não apenas a sobrevivência
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